sexta-feira, 27 de junho de 2008

Desejos e ponto.

Postado por Thiago Ghougassian

Toque. Respiração. Cobertor de solteiro para dois. Mãos. Corpos jogados. Rede. Beijo no nariz. Cara de sono. Sorvete de palito no frio. Toque no celular. Cabelo bagunçado. Qualquer filme no cinema. Mãos dadas. Mãos laçadas no corpo. Sentimento bom. Briga. Choro. Pensamentos. Descobrir como gosta. Voltar. Beijo no pescoço. Mordida na orelha. Mão nas costas por dentro da camiseta. Chuva. Roupas molhadas. Risada. Resfriado junto. Sorriso bobo na cara. Setenta músicas para duas pessoas. Ficar desesperado por não saber como expressar o amor. Preocupação pelo outro. Besteiras no ouvido. Inventar apelidos. Pedir para desligar primeiro. Não marcar e se encontrar. Ir em qualquer lugar e estar bom do lado do outro. Pés cruzados na cama. Provocação. Desejo perverso. Sexo com amor. Saber inventar. Ler o que você sente e não ter escrito. Dedicar uma frase. Pedir sempre "para dois". Avistar dois lugares para sentar um do lado do outro. Ouvir a mesma pergunta dos amigos: "e fulano?". Não entender nada e mesmo assim rir. Escrever no blog coisas bobas. Ser surpreendido por um Sonho de Valsa. Saber amar os defeitos. Conversas intermináveis. Quando acabar assunto, falar sobre o tempo. Dedos no rosto para gravar o formato da pálpebra. A música de vocês na rádio. Confiar. Fazer charme. Descobrir um segredo. Ter seu cravo esprimido só para sentir as mãos dele no seu rosto. Deixar ser levado. Mensagem de bom dia. Só ficar olhando e descobrir os pensamentos. Saber que é mutuo. Sentimento incontrolável. Não calcular as saudades. Escrever a sigla dos seus nomes no pulso com Bic e apagar depois de dois dias. Parque de domingo. Sentar debaixo da árvore abraçado. Aceitar o outro como é. Pintura a quatro mãos. Beber o suco preferido dele. Sentir ciúmes. Saber que ele sente ciúmes. Ir no show da banda preferida dele mesmo sem você gostar. Viagem. Praia no frio. Sol. O reflexo dele no seu óculos de sol. Uma foto perfeita de vocês depois de quarenta e sete tentativas. O nome de vocês num poema. Sonhar com o apartamento. Rir do outro. Ver a cara de bravo. Reconquistar. Ser tão idiota que é fofo. Deixar tudo fluir. Conhecer os amigos. Comentar sobre política sem entender. Saber que aquele presente é pra você. Imaginar ele sem roupa sem levar na maldade. Esfregar shampoo na cabeça. Passar a madrugada na rua. Água de coco com dois canudos. Receber um elogio. Arranhar na hora do amasso. Fazer bico. Ver aquela roupa e pensar como ficaria nele. Lembrar quando estiver cheio de problemas. Ficar tranqüilo. Ter a mão junta na hora da primeira tatuagem. Saber que estará do seu lado em qualquer hora. Viver aquele dia sabendo que ele vai ligar depois. Contar sobre o trabalho. Receber apoio. Aprender uma nova coisa. Coçar as costas dele. Sair da rotina. Sentir saudades sem ter nada sério. Pedir em namoro pela sexta vez. Morder o dedo. Mandar beijo no ar. Cochilar com cafuné. Tirar um cílio que caiu debaixo do olho. Dar soquinho no braço. Levantar involuntariamente a perna quando beijar. Sentir a mesma coisa que sentiu quando viu pela primeira vez. Lutar por vocês porque vale a pena. Apertar a bochecha. Falar besteira e ele continuar. Amar aquele perfume e descobrir que é o cheiro dele.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

É perigoso ser especial

Postado por Thiago Ghougassian

É perigoso ser especial
Ser diferente dos outros
Sendo-se um ser humano ímpar
Corre-se o risco de não encontrar seu par

Ser igual a todo mundo
Na falta de outro alguém
Faz de ti uma opção
Pode ser você também

Todos gostam das mesmas coisas
Das mesmas comidas, dos mesmos lugares
Todos querem ser iguais
E acabam com os mesmos pares

Não é fácil ser estranho
E não encontrar quem entenda a mensagem
Não é fácil se sentir sozinho
Pra ser diferente tem que ter coragem


Izis Bispo
texto perfeito Izis. Valeu mesmo :)

Observação

Postado por Thiago Ghougassian

Todos os textos aqui postados são de minha autoria, exceto aqueles que eu coloco o nome, site ou qualquer tipo de crédito.
As idéias aqui expostas servem para reflexão ou simples diversão.
Se deseja copiar, fique a vontade, mas coloque meus créditos.

Thiago Ghougassian
thiagoghouga@hotmail.com
http://ghougassian.blogspot.com

Obrigadinho :)

O palco

Postado por Thiago Ghougassian

Passam rostos. Passam bocas, narizes, testas, cabelos. Cabelos longos, loiros, curtos, morenos. Lisos e ondulados. Passam olhos. Esperanças azuis, verdes e castanhas. Passam histórias, experiências, desejos, pensamentos. Passam as palavras, os cheiros, os gingados e os sorrisos. Os dentes brancos. Ou os não-dentes. Passam homens, mulheres. Passam segredos. Passam zumbidos, músicas. Passam diante de mim todos os sentimentos do mundo. Passos curtos e fortes ou longos e suaves.

Passam anseios, medos. O vento que bate no rosto, leva o cabelo e faz voar as ídeias e pensamentos. Faz tudo se misturar num ar que as luzes iluminam. O palco é cinza, de asfalto ou pedregulho. O palco em ladeira ou simplesmente reto. Faz com que todos se misturem ou não. Faz com que as experiências sejam compartilhadas.

Todos os estilos, calças, blusas, cachecóis, bonés, bolsas e mochilas. Todos os tons de pele, formatos de boca e formato de vida. Naquele mar de gente - quem são? - todos os desejos se juntam num objetivo: andar. Sem rumo, para casa, para visitar. Só andam.

Aquela moça com a bolsa vermelha. Aquele rapaz loiro com tênis branco. Aquela senhora com a bengala e aquele menino com a mãe. O adolescente de mãos dadas, a mulher com o casaco preto e pasta de couro. A mãe com seus três filhos. O homem de óculos olhando para frente e a moça olhando para o lado. São olhares, passos. São todos os sentimentos ao seu lado.

Quem são? Quem você é? O que eu sou? Mais um no mar de gente? Ou um diferencial que repara nisso? O vento que leva os cabelos, carrega essas palavras numa temperatura fria que encobre as pessoas. E nesse palco cinza me descubro um ser único. Ninguém tem meu rosto, meus pensamentos, meus olhos, meu corpo. Nenhum fecha os olhos para sentir o perfume daquele que passa. Ninguém pensa em como isso tudo é brilhante, e se pensar, não é da mesma forma. Nesse palco ainda tento descobrir o segredo de tudo, o que a vida realmente é. Se tudo se mistura, tenho fragmentos deles em mim. Tenho milhões de pensamentos na minha pele que a chuva começa a tocar.

No palco o espetáculo acontece. O cenário muda, mas é sempre o mesmo. Ninguém é capaz de representar, atuar de novo tudo isso. É um momento único de auto-conhecimento. Um estudo rápido de dez minutos sobre todas as coisas do mundo, sobre o que você fez, o que fará. Um momento de oração, de raiva ou alegria. Neutralidade talvez que logo muda. E cerca de doze minutos depois tudo acaba. Você chega onde quer e pensa em outras coisas. Mas só eu, ser único, sento para escrever sobre o que todos vêem, não sentem de fato, mas sabem que está lá.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Abaixo o amor

Postado por Thiago Ghougassian

Ah, Dia dos Namorados…
Uma data linda, onde a primavera desabrocha mais cedo…
O amor está no ar, casais por todos os lados, chocolates e flores tornando relacionamentos cada vez mais…

Falsos!

Ah, celebração comercial maldita!
Seu único propósito é humilhar as pessoas solitárias, seja pelo motivo que for. No meu caso, estou sozinha porque quero, não tenho tempo para toda fase agridoce de uma pessoa que se engana dizendo que está louco por você, quando não passa de uma reação elétrica do cérebro.
Não se enganem, amor não existe. Amor não são partículas de vento que se espalham pela atmosfera, trazendo harmonia e bem-estar. Amor é maior mentira da face da Terra!
É uma concepção que foi criada pelas mulheres na Idade Média, para ter motivo para se casar com os porcos com quem seus pais arranjavam para elas. E foi redescoberto pelos homens na época do Romantismo, para dar um motivo ao suicídio quando o fato de que a bebida e a boemia não afastavam sua depressão finalmente lhes bateu.
E mesmo que amor existisse, é por isso mesmo que você está namorando? A aparência de seu parceiro não interfere? E se não a aparência, o fato de que está presente não interfere? Bom, vou te dizer uma coisa, pombinho, aparência interfere, porque o você sente não se chama amor, mas algo que Freud gosta de definir como “atração sexual”, e que eu completo com “fetiche”. E tem mais! Você ESTÁ SEMPRE SOZINHO! Por mais que tenha alguém do seu lado, dentro da sua cabeça só tem você mesmo! Viva com isso e pare de ficar pulando de pessoa para pessoa.
Vocês, românticos, se acham os revolucionários do espírito, acreditam que uma pessoa se converte ao amor. Parece religião! Saltar de um relacionamento para o próximo não te faz mais forte que uma pessoa solitária, e não te faz menos adepto à próxima decepção.

Não existe “McDreamy”, só “McSteamy”. E quer saber? Eu prefiro assim mesmo, porque o Sr “É Ele” é muito mais desinteressante do que o Sr “Ele Nunca!”.


Texto escrito pela Marina
simplesmente muito real.

Calar-se.

Postado por Thiago Ghougassian

Não vou falar sobre a expectativa. Não vou falar sobre os preparativos e sobre a ilusão. Não vou falar sobre o sábado, sobre os metrôs e sobre os olhares se cruzando. Não vou falar sobre o abraço, sobre o coração pulsando e nem sobre a soda italiana. Não vou falar sobre o chocolate. Não vou falar sobre a Coca-Cola ruim, sobre o lanche interminável, sobre a amiga, sobre a torta de chocolate e nem sobre a menina estranha. Não vou falar sobre o esquenta, sobre a Smirnoff Ice, sobre o Halls preto jogado fora, sobre a carteira de trabalho na fila. Não vou falar sobre os lábios, os beijos, as mãos e os suspiros. Sobre o sussurro, sobre o sofá, sobre a tequila. Não vou falar sobre os cigarros, sobre a dança, sobre as risadas e sobre o engasgo. Não vou falar sobre a tontura, sobre a "cerveja", sobre a descoberta e nem sobre a decepção. Não vou falar sobre os verdadeiros amigos, sobre as lágrimas, sobre a raiva e sobre a tristeza. Não vou falar sobre as mãos dadas, as desculpas, os pães de queijo, as promessas, o bauru, o brownie, o wafflle, a Nutella. Não vou falar sobre a desilusão, sobre o ponto de ônibus, sobre a despedida. Não vou falar sobre o banho e o choro, sobre a fronha do travesseiro molhada pelas lágrimas, pelas mensagens. Não vou falar sobre os desejos novamente, sobre os anseios e sobre as chances. Não vou falar sobre o que passou. Vou esquecer se ele se propôr a seguir em frente. Não vou falar sobre o frio, sobre as risadas, sobre toda a história de vida, as confidências e a indecisão.
Vou falar sobre o progresso, sobre a virada de comportamento. Vou falar sobre uma perda. Vou falar sobre o que ele perdeu, sobre o que poderia ter sido. Vou falar sobre Thiago Ghougassian.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Harmônico

Postado por Thiago Ghougassian

Era uma moça quieta. Talvez tivesse algum tipo de problema, mas não ligava. Somente vivia.
Chegava na escola e todos começavam a rir. Não sabia se era seu cabelo não-escovado, ou seu suéter azul. Poderia ser a saia que acabava onde começava o tênis branco. Poderia ser até sua pele ou seus óculos de grau. Não ligava. Continuava andando. Nada fazia com que ela saisse de seu caminho. Uma rota. Entrava na escola, seguia pelo saguão, subia dois lances de escada e ia até a última sala do corredor. Sentava na frente da mesa do professor, na parede, em baixo das janelas e só saia de lá quando o sinal da saída tocava.
Foi quando ele apareceu. Era baixo, magro e seu nariz escorria. Levava no bolso da blusa vermelha uma bombinha de oxigênio. Chegou na sala da moça usando a bombinha já que um grupo de populares resolveram roubar o dinheiro de sua merenda. Ela o olhou. Ele a olhou. Não precisava da bombinha mais, bastava respirar o mesmo ar dela.
Mergulhou seu corpo na cadeira e pôs sua cabeça por entre os ombros. Lá se sentia seguro. Ela só desviava o olhar dele para espirrar. Uma música começa a tocar. Somente poderia ser ouvida por eles. Era um piano seguido de um violão com uma bateria melódica.
- Apontador?
- O que?
- Apontador... Quer apontador?
- Ah sim, certo, obrigado.
Estava tão assustado pela pergunta da moça que esqueceu de piscar. Seus olhos ardiam. Só pode piscar quando foi jogar a sujeira do apontador no lixo. Era inseguro o bastante para se levantar, andar três passos e voltar.
- Obrigado
- Vi que estava usando lapiseira, por isso ofereci o apontador.
Sem entender, o rapaz assentiu com a cabeça para somente depois pensar.
- Me emprestou sabendo que usava lapiseira?
- É que se oferecesse grafite, você usaria por mais tempo. O apontador você pode me pedir a qualquer hora pois a ponta do lápis pode quebrar.
Na música entrou um baixo tão baixo e harmônico que fez com que o rapaz limpasse o nariz na manga da blusa vermelha.
- Papel?
- Sim.
Ele prontamente pegou o lenço da mão da garota. Não usou. Devolveu logo em seguida.
- Mas você não usou.
- Se eu usasse, ele estaria sujo e iria jogar fora. Já que ele está limpo eu posso te pedir a qualquer hora.
E então uma corneta acompanhou a bateria. A essa hora não dava para saber que instrumento se sobressaia. Não era o piano, nem o violão e muito menos a bateria. Não era o baixo e nem a corneta. Era um instrumento mais forte que qualquer um na sala poderia ouvir. Seus corações batiam tão fortemente, tão desenfreadamente que a bateria precisou parar.
E os instrumentos pararam de tocar. Exceto os corações.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Surpresa! O sentimento chegou - Parte II e final

Postado por Thiago Ghougassian

Então você esquece. Continua andando no meio daquelas pessoas, no meio do barulho. Você entra no ônibus e senta. Tenta ligar de novo. Toca. Toca. Toca. Caixa postal. Seu cérebro, o mesmo que pensou 42 segundo antes de digitar o resto do número, não pensa nem 10 segundos e envia estímulos para seus dedos que a esse ponto estavam frios, duros, estralando simplesmente por dobrar. Eles retiram de seu bolso o invento do milênio, destravam as teclas, apertam "Menu", procura por "Messages", seleciona o item 1 "New Message", decide por "Text Message" e, naquela tela azul começa a digitar, incontrolavelmente as teclas até formar a mensagem: "Olha, eu nao consigo falar com vc, mas fica sabendo q tua voz eh linda". Então os aliens carregam seu dedo para "Send", seleciona o misterioso número e clica "Ok". A mensagem percorre um mundo olográfico que o olho humano nunca poderá ver e então na tela aparece "Message Send". O que poderia fazer agora? Quardar o celular, retirar da mochila o livro "O Diabo veste Prada", abrir na página "121" e continuar lendo as aventuras de Andrea Sachs.
Quando você chega na parte que Emily pergunta quanto Andy calça e seu bolso começa a tremer. Ha! O número que chama é desconhecido pelo celular, mas conhecido, estudado e odiado por você. A tecla verde é apertada, o celular é levado ao seu ouvido direito e então você fica quieto.
- Alô? - esse é você (porque você sempre começa a falar?)
- Oi, desculpa não atender. É que eu estava meio ocupado.
- Ah não, tudo bem... É que queria saber quem é...
- É o Felipe...
- ...Ah... Oi! Td bem? - certo, seja honesto. Você não tinha idéia de quem era.
- Td e ai?
- Td bem... É... Desculpa... Mas que Felipe?
E então uma conversa é iniciada.
- Ah tá! E ai como você tá?
- Td certo. Onde você está?
- Indo pra casa...
- Hm... Voltando do trabalho?
- Sim... Agora vou viajar para casa! É longee...
- (risada)
Seu coração dispara. Você sabia que seus olhos estavam brilhando e não precisava de espelho para ver. Seus lábios se esticavam e cobriam parte de seu rosto, deixando os dentes á mostra. Era a risada mais confortante, gostosa de se ouvir. Era uma risada harmonica. Continha tons silábicos perfeitos. Se fosse uma cifra musical, nem Bethoven poderia toca-la de tão singular. Você começa rir. Você ri, não da sua piadinha sem graça, mas daquela risada. Uma risada que você poderia ouvir o dia inteiro, por todos os dias da sua vida. Você contaria a piada mais ridícula do mundo só para arrancar um tom daquela risada. E você estava completo.
- Ah então boa viajem - e a risada prosseguia
- Obrigado - e a felicidade também prosseguia. - e você? Onde tá?
- Indo para a faculdade...
- Então boa aula!
- Obrigado - risada linda... - Então depois a gente se fala.
- Tá bom
- Tchau
- Beijo... Tchau. - "Beijo... Tchau"? Você nem sabia quem era e estava mandando beijo?
Durante quase 1 hora, tempo que ônibus demorou para chegar em meio ao trânsito das 18 horas, você ficou estático, pensando só na voz, nas palavras.
E assim foi aquela noite. No banho, na cama, quando acordou, quando foi para a faculdade, quando foi trabalhar. Você pensou numa voz e bloqueou todo e qualquer pensamento. Você então entra na internet. Procurou na sua lista por Felipe. Não achou. Estava angustiado já. Foi quando uma janelinha sobe do lado direito da sua tela: Gustavo. Sim, você tinha falado já com esse Gustavo. A conversa é iniciada por ele. "Oi" aqui, "Td bem e ai" ali e ele solta uma pergunta. A pergunta que você não espera ouvir. Você só pensava em achar o tal Felipe-da-voz-bonita.
- Como foi sua viagem ontem? Rss
Certo. Eu não tinha ido viajar ontem e... Quem raios perguntaria uma coisa dessa?
- Viagem?
- Ué... Sua casa não é longe?
Pronto. Alguem sabia que você morava longe e costumava chamar de "viagem" a volta do trabalho. Foi quando você para. 42 segundos depois de um pane mental você lembra da piada sem graça que fez ontem. A piada que gerou a risada. A mesma risada que você se concentrou nas últimas horas. Era ele. Estranhamente era Gustavo e não Felipe.
- Mas... Vc não é o Felipe?
- Rss... É, mas esse é um fake... Me add no e-mail pessoal
Pronto. Você sabia com quem estava falando. Era o dono da voz, mas você não sabia mais nada além disso.
Mensagens, risadas, conversas e telefonemas depois, você conhecia um pouco do que chamava de Fe. Sabia que estava viajando e que fazia academia. Que mudaria de emprego e que trancou a faculdade. Sabia que foi uma vez para a cidade que você mora e sabia que calçava 42. Sabia muito sobre ele. Sabia que, quando você estava nervoso uma vez, acessou a agenda do seu celular, procurou por "Fe", lembrou da risada, fechou os olhos, respirou e tudo deu certo depois. Sabia que estava encrencado.
Todos os dias que seguiam eram assim: telefonema, mensagens no celular, MSN a tarde, telefonema e mensagens depois. Em pouco tempo se via vivendo aquela rotina deliciosa que reservava bons momentos, boas risadas, bons segredos, palavras de carinho. Era uma coisa pura, doce, infantil na verdade. Seus sentimentos pareciam engrenagens de máquina: estavam se movendo constantemente. O coração da máquina fazia com que ela se mexe-se cada vez mais rápido e devagar, alternando as velocidades.
Isso era o bastante. Chegou a uma conclusão: não conhecia fisicamente e não precisava disso. Você conhecia algo mais precioso e importante: o que a pessoa é. O que fez. Você agora está com medo... Como isso poderia acontecer? Justamente com você? Então você fala isso ao Felipe. Fala que esta sentindo coisas estranhas e patéticas e a resposta foi surpreendente: "eu também. mas vamos deixar isso fluir... sei que vai dar certo. está dando certo". A engrenagem parou. 42 segundos foram uma eternidade. Você sabia o que queria. E ele também. E estava feito.
Agora você está ligeiramente dedicado a isso. Você quer falar com ele, quer mandar mensagem, quer encontra-lo. Quer viver isso mais do que qualquer coisa na vida. Quer enfrentar esse medo e viver algo mais grandioso, algo que mudará sua vida. Arrisque. Não custa nada e é o que você quer.


"Não existe certo ou errado e sim o que te faz bem e o que não faz bem"
Pikachu... Uma amiga muito especial

Quero viver isso.
Á você Príncipe. Uma chance para nós.
Me cativou, cativa e cativará sempre.
Obrigado.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Quero te Amar...

Postado por Thiago Ghougassian

Quero te acercar de mim, acariciar sua pele...
Quero sentir o perfume que vem de você
quando nos amamos,
Quero ouvir sua voz baixinho em meus ouvidos,
E ficar assim, abraçada a você, na penumbra...
E falar de nossos sentimentos, de nossas emoções,
E deixar que nossas mãos nos explorem,
nos toquem...
Quero deixar que a pele arrepiada lentamente
Vá substituindo a calma pelo desejo...
Quero sentir o toque dos seus lábios
em minha orelha,
E esse seu jeito gostoso de cheirar meu pescoço,
Quando você chega, com saudade...
Quero te tocar devagarzinho,
te excitar, nos sentir
Quero te afagar inteiro e ao mesmo tempo
um só pedacinho....
Quero te profanar e violar seu desejo,
seu corpo
Quero que você se doe numa entrega total,
louca, apaixonada.
Depois quero a paz e a calma,
com cheiro de manhã de primavera,
E enquanto descansamos num abraço,
numa banheira...
Quero seu beijo, calmo.... quente...
uma carícia terna, um olhar...
Quero conhecer seus mistérios,
sua alma, seu coração...
Quero te envolver, me aproximar...
Quero dizer numa voz baixa, rouca...
Eu amo você, paixão...
Você deixa?

Autor: Morgana dasfestas

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Surpresa! O sentimento chegou - Parte I

Postado por Thiago Ghougassian

O século XXI é traiçoeiro. Toda a tecnologia, meios de comunicação, tentativas de conquista e mania de grandeza fazem até com que nossos sentimentos e pensamentos sejam alterados.
Por exemplo, você está na internet, procurando sites e caindo em janelinhas que você não pediu para serem abertas e horas depois você está conversando com uma pessoa que nunca viu na vida, na maior intimidade, perguntando de planos para o futuro, idade dos irmãos e rotina. Quando acontece a despedida, seu cérebro manda estímulos nervosos para seus dedos da mão que prontamente apertams as teclas "A", "N", "O", "T", "A", espaço, "M", "E", "U", espaço, "N", U", "M". Você para. "8", "3",... Ai você para, pensa, coloca as mãos na perna e fica 42 segundos olhando a janela branca. Seu cérebro é um ser de vida própria, continua enviando os estímulos e seus dedos continuam a digitar o número. Parece que algum tipo de alien invisivél carrega seu dedo indicador para o botão "enter" em uma fração de segundos e seu número está lá. Uma seqüência de 8 dígitos que podem fazer com que sua vida mude. Dai então uma mensagem aparece. "Ok". E é só. Parte de sua vida depende de 8 dígitos nada complexos numa ordem tão ilógica quanto sua vida. `Pronto. Simples assim. 18 anos de história, experiências, frustrações e sucessos podem ser aberto com uma senha de 8 dígitos combinados com algumas perguntas e respostas. Esquece. Isso é idiotice. Quem disse que uma seqüência de 8 dígitos desconhecidos vai aparecer no seu celular com as palavras "Incoming call" em cima? Você continua sua vida, afinal 8 números definitivamente não podem reger sua vida.
Alguns poucos dias depois, você está voltando para casa, com seu IPod no ouvido tocando "House Boulevard", normalmente, seguindo sua vida, quando seu celular vibra. "Saco, o que meu pai quer de novo?". Você fala tranquilamente com seu pai e desliga. Ainda na sua mão, o invento do milênio vibra de novo. Dessa vez um "Incoming call" aparece. Você atende, afinal, não sabe quem é. Imagine: você, ás 18 horas em um lugar barulhento, atendendo uma ligação.
- Alô - esse é você.
- Oi, quem é?
- Com quem você quer falar?
- Quem tá falando?
- Thiago - esse é você, no caso eu, mas seria seu nome.
E a pessoa desliga. Agora sim sua vida está completa. Alguem que você não sabe quem é está te ligando, tem o seu número e sabe seu nome e que você está num lugar barulhento. Você redisca. Toca. Toca. Toca. Caixa postal. De novo. Toca. Toca. Toca. Caixa postal.
Era uma voz de homem bonita. Forte, meio rouca, decidida, não nervosa, mas objetiva. Você é persistente. Redisca. Toca. Toca. Toca. Caixa postal. Seu cérebro manda um estímulo para ele mesmo e então você decide: se for importante, vai ligar de novo.

continua...

Total melancolia do ser

Postado por Thiago Ghougassian

Total melancolia do ser

A melancolia e o valor que ela remete
Não acredito estar ligado somente á tristeza
Melancolia está imersa na exaltação
Alegria plena
Pois em um ser, se alegre está
É a felicidade estampada no semblante
A melancolia penetra na carna
Invadindo as veias, fibras, ligações
Levando instantaneamente á neutralidade
Indiferença, inércia.
Confirmo mostrando um homem
Que apaixona-se por outro
Fica passivo ao sentimento, passivo ao outro
Inerte, alegre plenamente.

Poesia escrita durante a aula de Teoria do Jornalismo.
Comentários sobre a poesia:
Sheila: "Nussa garoto! De onde você tirou tudo isso? =O"
Marina: "Acredita que a 1ª vez q bati o olho axei que a palavra 'melancolia' fosse 'melancia'? XD"
Thiago: "Se isso for um elogio, obrigado!"
Marina: Foi uma 'falha minha', mas blz XD! Tá lgl, ficou bonito. Qnd escreveu isso?"
Thiago: "Agora"

E as anotações sobre a aula continuaram em seguida...

"o que pode ser não é mais" -> exige reflexão *Craig-Marti*
ñ sou do tamanho da minha altura, sou do tamanho do q vejo "I. Pessoa"
pesquisar "Velazques"