segunda-feira, 30 de março de 2009

Doença do desejo de não curar-se

Postado por Thiago Ghougassian

Eu não sei o que aconteceu comigo. Eu não sei se tudo isso de fato está acontecendo.
A verdade é que fui picado por um mosquito e depois disso comecei a me sentir estranho. Não tenho febre, o que esquenta em mim é o coração. Poderia ser hipertensão pois meu coração bate muito rápido, mas não seria um mosquito o causador disso. Sinto sonolência e vontade de fazer nada. Começo a suar. Eu não sei o que é isso, esses sintomas não são normais.
Fui no médico e ele me passou um monte de exames. Não detectou nenhum problema. Em um dos exames, ele falava alguns nomes e algumas sensações. Não tive reação estranha em nenhum dos nomes e em nenhuma das sensações. Então ele me encaminhou para o psicólogo.
Sentei no divã e fui bombardeado por perguntas. Todas respondidas com total convicção, mas dessa vez ele me perguntou sobre meu dia e o que sentia durante ele. Quando respondi, ele arregalou os olhos e disse que estava com um problema muito mais sério e que era para eu me preocupar porque não tinha cura. Surtei quando ele disse o nome da doença.
Cheguei em casa e procurei no Google a respeito. Palavras jogadas, nenhuma fazia sentido. Ah sim, o médico havia receitado manter-me calmo e acompanhar a evolução da doença. Mas... Acompanhar a evolução da doença? Até que ponto? Poderia morrer? Tinha muitas perguntas, dúvidas, medos, mas nenhuma solução ou algum remédio para amenizar.
O suor e o corpo quente continuaram.
Quando sentei novamente no divã, a aparência do médico era diferente: ele estava mais corado, mas feliz e encharcado de energia positiva. Aquilo me contagiou. Sempre pensei que quem deveria falar sem parar era eu, mas o médico não parou de falar comigo, me contando sobre coisas da vida e sobre reações e sintomas que eu sentia. Falou um pouco sobre a doença. Não mencionou morte nem malefícios. Ele disse que a própria doença gera o remédio e que esse remédio me causaria dependência, mas para eu não me preocupar (novamente). Tudo era tão confuso, tão complicado que um sentimento em mim surgiu. Esbossei um sorriso na hora e o médico me acompanhou. Disse que o remédio já estava agindo em meu corpo. Falei que não havia tomado remédio nenhum. "Não é o tipo de remédio que se ingere..." me respondeu o psiquiatra que sorriu logo em seguida.
Havia entendido. Estava claro agora que engoli a seco e percebi do que se tratava.
Deixei o consultório. O médico se despediu de mim dizendo: "procure sua doença mas não tenha medo dela".

Depois de muito tempo, muito tempo mesmo eu consegui ficar doente novamente. Foi uma coisa que persegui e fugi por tanto tempo, mas agora me sinto preparado para adoecer e vou me entregar a essa doença. Quero viver intensamente essa enfermidade e não me curar.
Estou apaixonado. Doentemente apaixonado. Meu coração pode agora tranbordar de alegria por adoecer, por bater muito rápido. Meu corpo fica quente e permanace nessa temperatura por um tempo até gotas de suor brotarem na minha testa.
Não quero ingerir remédios. Quero distância deles. Quero proximidade dele, é isso que eu quero.
Apaixonar-se é adoecer sem riscos, é algo que você não controla, que toma proporções incríveis e que te fazem sucumbir de desejo e felicidade. Você fica passivo de riscos e nem se preocupa. Você está apaixonado. É como morder uma pedra e triturar com os dentes cada pedaço. É uma doença que te dá vida, garra, força, que faz com que você seja cumplice, fiel, devotado. É a melhor doença que existe. Constroi-se uma montanha russa na tua barriga a cada segundo que antecede o beijo e um alívio quando os olhos se encontram. Mas, ao mesmo tempo, é uma casa dos horrores quando há a despedida.
Fui picado pelo mosquito do amor, do respeito e da admiração que injetou em minha corrente sanguinea o veneno mais satisfatório que existe.
Fui picado sem querer, sem esperar, mas ele tomou conta da minha pele, dos meus desejos e dos meus sonhos; do meu tempo e da minha vontade; da minha certeza e da minha fidelidade.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Perdendo os sentidos

Postado por Thiago Ghougassian

A expressão "realidade aumentada" pode ainda ser desconhecida por boa parte da população mundial. Há os digam que é somente uma expressão para lupa. Outros podem ainda sugerir que é um microcóspio ou algo relacionado a lentes de contato. A verdade é que nem eu sabia o que era isso há 10 minutos atrás, quando então recebi uma injeção de tecnologia e inovação que ainda me deixa tonto e com parte dos sentidos sensibilizados.
Mas o que vem a ser de fato a realidade aumentada? Teoricamente é um campo da computação que estuda a intervenção de dados e informações gráficas geradas eletronicamente com nossa percepção da realidade... Tá, mas o que vem a ser de fato a realidade aumentada? Na prática são aparelhos capazes de fazer o perfeito matrimônio entre sensibilidade humana (os sentidos) e a sensibilidade virtual (a tecnologia). Esse matrimônio resulta numa realidade muito mais apurada e poderia dizer até, me utilizando da redundância, uma realidade mais real, mais próxima do que procuramos, onde estamos vulneráveis a qualquer tipo de intervenção humana (sim, ainda mais). Uma realidade que facilita nossa vida e faz com que nos tornemos ainda mais escravos da tecnologia. Certo, escravos talvez não pois essa revolucionária realidade nos permite moldar a vida conforme nossa necessidade. É, acho que é exatamente isso: a realidade aumentada é uma oportunidade de mostrar que homem e máquina trabalham em perfeitas condições de convívio diário e que, indo contra a revolução industrial, a máquina ajuda o homem, mesmo dando ao ser pensante (máquina ou homem?) uma maior comodidade e menos grau de preocupação e capacidade de interpretação e raciocinar.

Muitos dos que estão lendo podem não estar entendendo, então vamos dar exemplos. Vamos dizer que você está na festa de um amigo seu. Você está sentado, esperando por algo novo, por rostos conhecidos ou por uma chance de conhecer alguém interessante. Então você saca um aparelho que parece um IPhone e aparentemente "filma o ambiente" com o aparelho. Na tela você vê as pessoas e o ambiente e ainda mais: um quadradinho amarelo piscando sobre aquele cara interessante ou sobre aquela garota sensacional. Você então seleciona com a ponta do dedo o quadrado e escolhe se quer adicionar no orkut ou ver as informações disponíveis sobre essa pessoa. Locura? Não. Através da rede celular, internet e GPS, o aparelho localiza as pessoas que estão próximas a você e que escolheram ser vistas.
Outro exemplo: você saiu de casa e está andando pela rua. Você saca o aparelho e filma novamente o caminho. Dai então passa pela tela lugares como açougue, padaria, farmácia, academia... O aparelho te avisa, assim que visualizou a locadora, que você precisa devolver "Titanic" que você alugou pela vigésima vez. Maluquice? Não. De acordo com a sincronização do seu aparelho com o computador que você usa na sua humilde (???) residência, ele te avisa que existem coisas a fazer.
E, para finalizar esse roteiro de filme de ficção científica, você entra no carro... Não, não espere que eu diga do seu GPS. Falarei sobre o primo rico e evoluido do seu GPS: você diz que quer ir para, digamos, a loja de artigos para bebê mais próximos. Uma seta azul então surge no vidro do teu carro, guiando você pelas ruas ideiais até a loja. De repente, outra coisa começa a piscar na sua frente! Essa coisa "piscante" te avisa para reduzir a velocidade pois o carro da frente está freiando.

"Ah, mas isso vai demorar anos para acontecer" - você deve estar se perguntando... É, eu também achava isso, mas Bruce H. Thomas, professor americano e diretor do laboratório vestível da Universidade do Sul da Austrália (ufaa!) diz que essa realidade será real para nós daqui há no máximo 5 anos (sim, apenas 5 anos. Menos do que um curso de medicina).
O Nintendo Wii e seus jogos de esporte que dispensam controles remoto e pedem movimentos do corpo foram somente o pontapé inicial para essa fantástica aventura pelo mundo da sensibilidade. Um aparelho (que já existia e não sabia) chamado Wikitude AR que trabalha da mesma forma porém com menos recursos. Ele dá informações sobre o local visualizado como nome de arredores, mapa descrições históricas e etc.

É meu caro... Estamos sendo guiados para isso... Estamos sendo levados para um mundo que nos proporciona experiências únicas e de dfícil entendimento (no começo). Para quem achou que celular e internet foram as invenções mais especiais e inovadores, vale a pela aguardar pelos próximos anos onde seus sentidos serão premiados e sua cabeça bombardeada por inovações.

quarta-feira, 25 de março de 2009

B de Beyoncé não estará no Brasil

Postado por Thiago Ghougassian

Ontem ouvi da minha professora de Jornal Diário que é feio fazer um lead chavão (explico: lead seria a "cabeça" de uma matéria jornalística que conteria a informação a ser destrinchada ao decorrer do texto. Lead chavão então seria essa cabeça da matéria começando por um dito popular ou frases feitas.) Foi o que eu fiz agora... Mas é exatamente isso que aconteceu...

Estava em extasy quando li que a Beyoncé e o Justin iriam vir talvez para o Rio de Janeiro. Já estava me preparando, pensando em guardar dinheiro e procurar hotel e tudo mais... E ai o Ego me diz que a Beyoncé não vem mais. Oquei, ainda existe a possibilidade do Justin vir e isso vai valer, mas poxa vida!

Beyoncé! Venha para cá! A gente ama seu bumbum falso e todo seu molejo verdadeiro! Amamos suas músicas e suas dançarinas! Amamos seu aplique e suas N roupas durante o show! Amamos sua voz e sua atitude! Venha Beyoncé! Daniela Mercury não é parea para você, te garanto! E fique tranqüila porque se você quiser usar cabelo natural, eu corto a Elba Rabalho careca! Mas venha para o Brasil! Ainda nem exijo que seja em SP... Faça companhia ao Justin... Então venha e pare de frescurinha!

terça-feira, 24 de março de 2009

Twitter e o tum-tum de Jen

Postado por Thiago Ghougassian

Por falar em Jennifer Aniston, o G1 publicou uma notícia dizendo que o Twitter (que ultimamente vem tomando uma força avassaladora) foi a gota d'agua do término do relacionamento entre Jen e o cantor John Mayer (gritem de felicidade garotas). Pessoas ligadas a Jen disseram que a atriz estava cansada do tempo que Mayer gastava no Twitter, não se dedicando assim completamente a ela. Jen, amiga, antes um Twitter na tela do que uma Jolie no pé do seu date né? Se junte a ele nessa briga! Dê indiretas pelo seu Twitter, cutuque um pouco e você vai ver como vai melhorar. Mayer é só mais um cantor que compôe suas músicas... Talvez seja fonte de inspiração secundária (pois sei que você é a principal inspiração dele). Seu Mayer, preste atenção na mulher que está ao seu lado, linda, divertida, que quer sua atenção, quer seu carinho. Largue do mouse e embarque nas ondas loiras de Jen... John twittou: "esse coração não veio com instrução". Ora, quer frase mais fofa? (viu como você é inspiradora Jen?). Clique no "about" de Jen pra saber mais sobre a ex-friend, ex-senhora Mayer, ex-mãe-do-Marley e futura cobiçada do mercado de solteiros norte-americanos.

EXCLUSIVA: última twittada de Mayer:
"
Because if I had a 'come hate me' meeting, 3 people would show and I'd already know them. RT @janefader Why cant it be real hate?"

segunda-feira, 23 de março de 2009

Friends - The Last One

Postado por Thiago Ghougassian

[Scene: Ross's apartment. Ross enters and checks his messages.]

Rachel: (on the answering machine) Ross, hi. It's me. I just got back on the plane. And I just feel awful. That is so not how I wanted things to end with us. It's just that I wasn't expecting to see you, and all of a sudden you're there and saying these things... And... And now I'm just sitting here and thinking of all the stuff I should have said, and I didn't. I mean, I didn't even get to tell you that I love you too. Because of course I do. I love you. I love you. I love you. What am I doing? I love you! Oh, I've gotta see you. I've gotta get off this plane.

Ross: Oh my God!

Rachel: (on the answering machine) Excuse me?

Air stewardess: (on the answering machine) Miss? Please, sit down!

Rachel: (on the answering machine) I'm sorry. I'm really sorry, but I need to get off the plane, okay? I need to tell someone that I love love them.

Air stewardess: (on the answering machine) Miss, I can't let you off the plane.

Ross: Let her off the plane!

Air stewardess: (on the answering machine) I am afraid you are gonna have to take a seat.

Rachel: (on the answering machine) Oh, please, miss, you don't understand!

Ross: Try to understand!

Rachel: (on the answering machine) Oh, come on, miss, isn't there any way that you can just let me off...

(The message is finished. Ross jumps over to the answering machine.)

Ross: No! No! Oh my God. Did she get off the plane? Did she get off the plane?

Rachel: I got off the plane.

Ross: You got off the plane.

(He walks over and kisses her.)

Rachel: I do love you.

Ross: I love you too, and I'm never letting you go again.

Rachel: Okay. 'Cause this is where I wanna be, okay? No more messing around. I don't wanna mess this up again.

Ross: Me neither, okay? We are - we're done being stupid.

Rachel: Okay. You and me, alright? This is it.

Ross: This is it. Unless we're on a break.

(Rachel gives him a look.)

Ross: Don't make jokes now.

(They kiss again.)


- Fico devendo a foto!

O tempo está passando muito rápido e parece que nada muda. Vai segunda, vem sexta, passa domingo e vai segunda de novo, a mesma rotina, a mesma coisa, os mesmo horários, a mesma vida, as mesmas ruas, os mesmos pensamentos, as mesmas músicas, as mesmas histórias, o mesmo destino, a mesma direção, o mesmo cara. Eu não mudo e tudo permanece igual ao que era antes e se eu mudo, sou acusado de mudar. Então é melhor permanecer igual para manter tudo natural.
Sei lá, tanta coisa aconteceu em um ano que me assusta porque, ao mesmo tempo que tudo é igual, tudo mudou. Conseguem entender?
Eu percebi ontem que não sei mais me apaixonar. Perdi a essência da real paixão. Roubaram de mim a inocência de um relacionamento. Furtaram minha esperança e todos meus sonhos. Não consigo me apaixonar. Não sei se alguem vai ser capaz de mudar isso, mas não consigo e não é uma coisa que controlo. Tive oportunidades de viver um amor incrível, mas minha defensiva fez com que eu perdesse. Fico chateado? Lógico, mas ao mesmo me alivia saber que não estou com alguem só por estar, só pra dizer que to namorando ou ficando sério com alguem. Não digo que estou bem sozinho. Ás vezes me faz bem, ás vezes me faz mal, mas, como disse, não é algo que controlamos e escolhemos. Poderia tentar e só me enganar e enganar a pessoa e isso faria com que eu fosse uma pessoa bem pior.
Enfim, o mesmo cara com um problema diferente. O cara que se apaixonava fácil agora é o último a se apaixonar. O mesmo cara, romântico, com desejos, querendo realizações pequenas como uma mensagem e um passeio tranqüilo, com risadas, sem cobranças, caretas, conversas sérias rodeadas de conversas para passar o tempo, beijos que terminam quando está na melhor parte e começa de novo, um chocolate encontrado dentro da mochila, um presente sem valor monetário, uma loucura, coragem, incentivo, um convite inesperado, uma noite maluca, uma balada péssima que só valeu a pena por estar com a pessoa. Os desejos são exatamente os mesmo, mas a maneira de conseguir mudou.
É, só vou me apaixonar de novo pela pessoa que faz com que eu mude. A pessoa que fazer eu acreditar em algo maior e, acima de tudo me surpreender, vai me ganhar.
Não é um jogo, é só uma conclusão.
Quem ler isso, quem conseguir ler além do que digo, que vivenciar o que eu vivencio, aquele que fará meus pensamentos se perderem e depois encontra-los comigo, é esse alguém que me terá.

(escrito ás 09:15 de uma segunda-feira ao som de: Better together [Jack Johnson], Stranger [Hillary Duff], I Caught myself [Paramore], Goodbye goodbye [Maroon 5] e All I have to give [Backstreet Boys])

quarta-feira, 18 de março de 2009

Escola e escolha: a decisão de educar

Postado por Thiago Ghougassian

Devagar, venho divagando (adoro) sobre coisas que entram em minha cabeça e permanecem lá por um tempo até serem envolvidas por uma série de fatos e desejos de serem explicadas. Não tenho bagagem cultural suficiente para explicar tudo que quero (e é a graça da vida), mas eu tento explicar na medida do possível (ou só jogo uma pergunta e espero que alguém me ajude a responder/ entender). Alguns filmes, fatos, livros ou histórias alheias me inspiram de uma maneira fenomenal, o que me deixa feliz por conseguir fazer uma ponte entre diversos assuntos. Pois bem, levando isso em consideração, percebi que o papel da escola está errado. Explico: cheguei a conclusão de que a escola atua de forma errada na vida do ser humano. Sim, a escola é um excelente palco de convívio social, relacionamento com diversas manifestações de culturas, histórias e pontos de vista, porém existe algo de errado e tomo como prova e objeto de justificativa o comportamento dos jovens no cenário contemporâneo.
Vamos por partes:
01. O professor. Este vem atuando somente como repassador de informação e história. Por exemplo, um mestre de história. Entra na sala, faz a chamada, abre o livro e alterna a leitura entre os alunos presentes, explicando o assunto depois e, raras vezes, ligando com assuntos da atualidades. Começo a perceber em meu pequeno mundo interpretações que o professor tem como dever educar o aluno, passando conteúdos relevantes da matéria que leciona, sem sobra de dúvida, mas o ensino vai um pouco além. Este profissional deve orientar o aluno a tomar decisões e fazer escolhas concisas e corretas, pensando no seu bem estar e alinhando isso com ética. Feito isso, o aluno sairá da escola com total capacidade de processar a informação que recebe e usar isso a seu favor. Parece que toda a informação transferida (e não necessariamente aprendida e compreendida) é útil até o dia da prova escolar. Poucas coisas são absorvidas e lembradas quando necessário. Essa educação é algo fundamental, uma vez que, convivendo em um palco rico de contato social, as escolhas, aliás, boas escolhas, são de extrema importância para o ser humano que certamente levará isso para toda a vida (o real aprendizado).
02. O aluno: alunos com alunos se entendem (ou não) e classifico esse não entendimento como peça fundamental. Uma vez que há desacordo e divergência no ponto de vista, há um espaço para discussão (nas mais civilizadas) e brigas (na maioria) que deveria ser aproveitada pelo professor. Em minha humilde função de estudante, acredito que deveria haver uma aproximação e acompanhamento da entidade escolar e do aluno. Isso acarretaria menores brigas nas escolas se os assuntos e desavenças fossem resolvidas em sala de aula, comparando aquela situação de discórdia com importantes pontos históricos.
03. Os pais: acompanhando cada vez menos os alunos na jornada escolar, os pais se limitam somente a comparecerem nas reuniões e convocações extras (freqüentes, diria eu) da escola. Alguns pais não tem consciência que tem dupla responsabilidade, educacionalmente falando: a educação relacionada a modos, postura e a educação convencional que estaria atrelada a acompanhamento de estudos

Certamente fui superficial em minhas colocações, mas em resumo: a escola tem o dever de orientar o aluno em como fazer escolhas e tomar decisões. Se isso realmente acontecesse, boa parte dos crimes e absurdos joviais que andam rondando o noticiário, seriam evitados uma vez que, sabendo decidir, perceberiam o que é de fato bom ou não para eles e, conseqüentemente, para a sociedade.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Políticos X Figuras políticas

Postado por Thiago Ghougassian

Acho que minhas aulas de Política e Economia andam me fazendo mal. Não paro de pensar em reforma agrária, bancos, crise, circulação de dinheiro, geração de capital, obras públicas que são superfaturadas e imaginando que cada vez que depositam meu salário, o banco já faz uso dele sem eu ao menos saber.
Bem, mas essa não é a questão central do post. Divagando, eu acabei percebendo um novo conceito (que eu não sei se é novo... aliás, é para mim!): a extinção de políticos e maximização de figuras políticas.
Vejam só: teoricamente, o papel do Estado e, respectivamente dos governantes que controlam as decisões, é zelar pelo bem comum, certo? Mas dai eu percebi que esses pseudo-políticos fazem desse cargo somente um emprego, uma forma de sobreviver e não levam totalmente a sério sua real função.

Ok, você deve estar pensando: "mas todo o texto de política fala sobre como a política é suja e blá blá blá". É, pode até ser, mas ainda estudo uma maneira de escrever um texto que fale bem da política, prometo.

A substituição (se é posso chamar de substituição) de políticos por figuras políticas vem numa demanda inversamente benefícios que os patronos do poder nacional, teoricamente, deveriam exercer.
Tendo isso como ponto de partida, podemos entender porque morar em Brasília, ocupar um cargo de relevância nacional e, com esse cargo, os milhares de deveres e vantagens, se torna cada vez mais desejado pelas pessoas.
Na segunda-feira assisti CQC, o primeiro progama de 2009 e fico perplexo diante da capacidade que aquele pessoal tem de misturar diversos assuntos e fazem com que tudo tenha sentido. Enfim, eles estreiaram um quadro chamado "Fala na cara" onde uma figura política (vou tomar o cuidado de não falar político daqui para frente). O quadro consiste basicamente em uma figura política dentro de uma van enquanto um repórter pergunta a alguém na rua o que essa pessoa acha da política nacional e, especificadamente daquele cara dentro da van. A tendência é o questionado meter pau e o repórter pergunta: "você teria coragem de falar isso na cara do Maluf (a figura política em evidência no programa de segunda-feira)" e a pessoa diz que sim e dai... *TCHARAM!* Aparece o Maluf, com os braços abertos e dizendo: "vem cá meu filho, me dá um abraço! Qual o seu nome? Vamos tomar uma cerveja e conversamos sobre isso".
Fal-si-da-de total, óbvio, mas consegue ser cómico e revoltante ao mesmo tempo. E é exatamente disso que estava falando. A figura política se orgulha da rua que "construiu" e nunca esburacou, da ponta que "construiu" e facilitou o trânsito, das N escolas que "construiu" e tirou N crianças da ignorância... Enfim, são tantos feitos que, como disse o Rafinha Bastos no programa, se colocassem o Maluf junto com Deus, Deus diria: "eu fiz a Terra e o Mar" e o Maluf diria: "e eu construí uma ponte para uni-las".
Programas de TV a parte, é necessário uma maior atenção (para não dizer cobrança) nesse ponto. A pessoa que está lá zelando por um salário de quase 30 mil reais, não foi posta pelo além. Alguém a elegeu e alguém deveria fiscaliza-la.
Ainda acredito que deveria ser obrigatória uma formação universitária para quem almeja ser figura política e, quem sabe, político. Pelo menos eu, Thiago Ghougassian, gostaria de ser reconhecido pelo bem que fiz aos outros e não pelo que eu supostamente "construi".
Para fechar, ontem, na aula de Política e Economia, discutimos "Seca e Poder", um livro-entrevista com Celso Furtado. E para ser sincero, fui com a cara dele, principalmente por Furtado acreditar fielmente que é necessário um investimento em capital humano, pois, quando se investe nesse tipo de capital (e não no monetário), a geração de renda é muito maior por haver suprimento de necessidades básicas, o que poderíamos chamar estupidamente de incentivos.

Desabafo total, mas tudo bem!
Ah sim... Há 4 anos atrás eu publiquei um artigo num jornal regional chamado "Vidro, papel, plástico, metal..." que eu comparava a classe política com reciclagem. Eu estava no 2º colegial e eu acho sinceramente que as aulas da faculdade estão atenuando meu espírito político altamanete crítico e revoltado.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Quem não quer?

Postado por Thiago Ghougassian

Ontem assisti "Slumdog Millionaire" (abrasileirado "Quem quer se um milionário". Um dia vou fazer um post sobre as traduções tosquíssimas de títulos de filmes) e posso dizer: que digno.

Não vou ficar aqui contando a história do filme, mas é sempre bom situar os que não sabem: o filme conta basicamente a história de Jamal, um indiano pobre que entra num programa que, provavelmente, o Silvio Santos copiou para fazer "Show do Milhão". Jamal então responde as perguntas com aparente facilidade, se lembrando de sua história e usando-a como repertório para o questionamento ao vivo. O problema é que acham que ele está trapaceando pois deduzem "já que ele é pobre, não sabe muita coisa então é trapaça". Como todo o filme hollywoodiano, ele vive feliz para sempre com o bolso cheio da grana e com o amor de sua vida (eu digo isso na maior naturalidade porque sei do final, mas até chegar no final dos 100 minutos de filme, fiquei tenso!)

História clichê: um rapaz pobre que se torna rico. Porém o interessante é como a história é contada. Obviamente o filme passou longe do Oscar de melhor figurino e cenário (se é que existe), mas, merecidamente, ganhou 8 estátuas amarelas e carecas desse ano e 4 Globos de Ouro. Eles mostram que a vida é a melhor escola e que algumas coisas que temos que responder não estão em livros mas sim na própria experiência. Mostram também que uma parte das pessoas ficam a vida tentando ser ricas, porém algumas pessoas conseguem isso de uma hora para outra, somente usando a inteligência. Não acredite em todo mundo, use o mal que as pessoas te fazem a seu favor e nunca desista do que realmente vale a pena são mensagens chave desse filme brilhante. No ínico eu pensei: "meu Deus! Essa droga ganhou tanto prêmio?", mas com o passar do filme eu percebi que lá existiam coisas que realmente são dignas de premiação e reconhecimento.
E o que esse filme ganhou? Oscar de:
- melhor filme
- diretor
- roteiro adaptado
- fotografia
- mixagem de som
- edição
- trilha sonora original
- canção original
Apesar de não concordar com algumas categorias, ele mereceu. Arrancou algumas lágrimas e várias reflexões as quais não vou listar aqui.

Fica então minha dica: assistam esse filme que vale muito a pena.
E semana que vem, assim que eu assistir "The curious case of Benjamin Button" (não, eu ainda não assisti), eu conto para vocês se vale a pena e se é merecedor da estátua amarela e careca de melhor maquiagem e direção de arte (e das 3 horas que vou gastar em frente da telona).